Como eu decidi parar de trabalhar e ser mãe tempo integral

Como eu já contei anteriormente, a minha gravidez foi super planejada e desejada, mas, diferentes das outras mães, eu não conversava com a minha barriga, não cantava, não li livros, não conhecia outras grávidas e tão pouco convivia com bebês. Então eu posso dizer que este “instinto materno” só me caiu quando eu realmente olhei o meu bebê pela primeira vez. Mas ai também… foi uma enxurrada tão grande de amor que saiu quebrando tudo que tinha no caminho, assim como os meus planos, minha rotina e minha vida.

Ai como eu amo esse pezinho!

Ai como eu amo esse pezinho!

Eu me lembro como se fosse hoje, quando a minha chefe me perguntou, quando eu estava com uns sete meses de gravidez, se eu iria voltar a trabalhar. E lembro melhor ainda qual foi a minha resposta:

-Claro que vou, mais do que nunca vou precisar!

A minha resposta foi a mais sincera possível, e até aquele momento não passava, nem em sonho, qualquer outra possibilidade pela a minha cabeça.

Pois bem… os meses se passaram, e por mais dores na coluna que eu tivesse, trabalhei até o último dia.

No dia do nascimento do Dudu (e meu também) eu tive aquela grande explosão de sentimentos que comentei no começo, e é claro, nem lembrava que trabalho existia, fiquei na minha “lua de leite” durante muito tempo, e tive até dificuldade de sair do “casulo” com o meu baby. 

A medida que os meses se passavam eu começava a refletir na vida, no trabalho, na rotina, em desmame, em ficar longe do Dudu… e isso me deixava doente. Tentava desviar o pensamento, e nada. Isso estava começando a prejudicar os bons momentos. Eu via que eu nunca conseguiria deixar aquela coisinha miúda longe de mim, chorando por não ter o seu peito, esperando horas até que eu fosse busca-lo etc.

Chegando próximo a data do retorno, eu tive que conversar sério com o meu marido, afinal de contas, essa decisão não se toma sozinha. Foram muitas noites e muitas horas pensando nos planos A, B e C, no que mudaria na nossa vida, no que abriríamos mão ($), no que seria melhor para o bebê e graças a Deus, nós compartilhávamos a mesma opinião. Era melhor eu ficar com ele.

Depois desse dia, a paz voltou para dentro de mim. Apesar de jamais ter passado pela minha cabeça nunca mais trabalhar na vida, muitas pessoas, é claro, criticaram. Ouvi coisas do tipo: você não vai se adaptar, você não consegue ficar parada (sabe de nada inocente), não vai conseguir se recolocar no mercado, ninguém contrata pessoa que parou de trabalhar depois que virou mãe. Enfim, um monte de asneiras. E é claro, só nós sabíamos o que era melhor para a nossa família.

Vejo que essa, foi uma das melhores decisões da minha vida. Pude ficar com o meu baby até eu sentir a necessidade NELE de ir para uma escolinha ou creche, curti cada sorriso, cada engatinhada, cada passo, cada colher de comida, cada palavra, cada fralda, enfim tudo o que a maternidade podia me oferecer.

Hoje ele está muito feliz na escolinha, entrou com 1 ano e sete meses, e eu voltei a trabalhar sem prejudicar em nenhuma virgula a minha carreira. Me considero, melhor profissional, mãe e mulher hoje pois tenho a maior motivação do mundo. Apoio e respeito muito as mães e escolhem se dedicar aos filhos nos primeiros anos de vida, porque como eu digo; Eu nunca trabalhei tanto na vida, mas nunca fui tão feliz!

Grandes beijos mamães!

 

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